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10/08/2006 12:08
Plano para explodir aviões é frustrado; EUA culpam Al Qaeda
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10/08/06 10:51
Plano para explodir aviões é frustrado; EUA culpam Al Qaeda

Por Michael Holden e Adrian Croft

LONDRES (Reuters) - A polícia da Grã-Bretanha afirmou ter desbaratado nesta quinta-feira um plano para explodir aviões que sairiam do país rumo aos Estados Unidos. Segundo autoridades norte-americanas, o plano pode ter sido elaborado pela rede Al Qaeda.

"Temos certeza de que conseguimos frustrar um plano dos terroristas para provocar um grande número de mortes e muita destruição", afirmou o vice-comissário de polícia de Londres, Paul Stephenson. "Para dizer em termos claros, tratou-se de uma tentativa de assassinato em massa em uma escala nunca antes vista".

O secretário da Segurança Interna dos EUA, Michael Chertoff, disse em uma entrevista coletiva: "Essa operação sugere, em alguns de seus pontos, um plano da Al Qaeda. Mas como as investigações ainda não terminaram, não há uma conclusão definitiva".

Segundo Chertoff, "apesar de a operação ter se concentrado na Grã-Bretanha, ela era sofisticada, contou com a participação de várias pessoas e tinha dimensões internacionais".

A polícia britânica não descartou a possibilidade de haver uma ligação com a Al Qaeda, mas rechaçou a idéia sobre um envolvimento direto da rede mundial de militantes na ação.

A Grã-Bretanha e os EUA intensificaram suas medidas de segurança na quinta-feira, depois de terem divulgado o plano sobre a tentativa de atentado, que envolveria o uso de um artefato de "produto químico em estado líquido". Em virtude da segurança reforçada, vários vôos atrasaram.

Informações divulgadas por meios de comunicação davam conta de que algo entre seis e dez aeronaves poderiam ser atingidas nos ataques.

Pela primeira vez, o Departamento de Segurança Interna dos EUA elevou para o nível "vermelho", o mais alto, a ameaça a passageiros. As autoridades norte-americanas proibiram a presença de produtos líquidos (entre os quais bebidas), gel de cabelo e loções nos vôos comerciais.

Os serviços de segurança da Grã-Bretanha elevaram o nível de ameaça no país de "grave" para "crítico", o mais alto da escala de cinco patamares, significando que um "ataque pode acontecer a qualquer momento".

O ministro britânico do Interior, John Reid, afirmou que a polícia acreditava ter prendido os principais envolvidos durante operações realizadas à noite. No total, 21 suspeitos foram detidos.

O chefe da polícia para a área de combate ao terrorismo em Londres, Peter Clarke, disse que o plano tinha "dimensões globais". E, segundo Stephenson, as autoridades do país europeu haviam agido em coordenação com agências de segurança estrangeiras.

AL QAEDA

O alerta de segurança aparece 13 meses depois de muçulmanos britânicos terem matado 52 pessoas e ferido outras 700 na rede de transportes públicos de Londres.

As autoridades não quiseram divulgar a nacionalidade dos detidos por enquanto. Um integrante da polícia disse à Reuters que alguns deles eram britânicos.

Os suspeitos foram detidos no sudeste da Inglaterra, em Londres, e na segunda maior cidade da Grã-Bretanha, Birmingham.

No mês passado, a Al Qaeda convocou muçulmanos do mundo todo a lutarem contra os que dão apoio aos ataques de Israel no Líbano e advertiu que novos atentados seriam realizados se os norte-americanos e britânicos não retirassem suas forças do Iraque e do Afeganistão.

A rede mundial de militantes sequestrou aviões de passageiros em setembro de 2001 e destruiu o World Trade Center, em Nova York, e parte do Pentágono, em Washington.

Em dezembro de 2001, o britânico Richard Reid foi detido ao tentar detonar um explosivo dentro de um avião que se dirigia para os EUA.

"Esse tipo de ataque com líquido explosivo é particularmente preocupante. Os aviões continuam sendo vulneráveis e, nas próximas semanas, os terroristas vão tentar elaborar algum plano de ataque sobre o qual não temos nenhuma idéia", afirmou à Reuters Peter Neumann, da universidade King's College, de Londres.

"Se isso tivesse funcionado, teria sido, sem sombra de dúvida, o maior atentado terrorista da história da Grã-Bretanha".


enviada por Adri






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