 |
15/09/2006 14:52
Discurso de Bento XVI gera polémica
Clique aqui para ver o original
Publicação: 15-09-2006 10:07
Discurso de Bento XVI gera polémica
Papa disse que a jihad do Islão é contra Deus; líderes muçulmanos exigem pedido de desculpa
O parlamento do Paquistão acusa o Papa de fazer comentários anti-islâmicos. Numa resolução aprovada por maioria, o Paquistão exige um pedido de desculpas a Bento XVI porque considera que foram feridos os sentimentos dos muçulmanos. Em causa estão declarações do Papa, quando afirmou que a jihad do Islão é contra Deus. O Vaticano diz que a intenção do Pontífice não era ofender a fé dos crentes.
O presidente da Assembleia Nacional paquistanesa, Chaudhry Ameer Hussain, aceitou que a resolução fosse apresentada depois de Fazal afirmar que o Papa tinha insultado o Islão e o profeta Maomé ao proferir "comentários pejorativos".
Terça-feira, de visita à Alemanha, Bento XVI proferiu um discurso na Universidade de Ratisbona, em que condenou o fundamentalismo religioso. O Papa afirmou que a jihad do Islão é contra Deus e que defender a fé com a violência é uma coisa "irracional".
Na altura, Bento XVI citou um livro no qual é relatada uma conversa entre o imperador cristão bizantino do século XIV, Manuel Paleologos II, e um persa, sobre as verdades do cristianismo e do islamismo.
As declarações do Papa suscitaram reacções no mundo muçulmano. Um responsável religioso turco já veio dizer que está em causa a próxima viagem de Bento XVI à Turquia.
O guia espiritual da Irmandade Muçulmana, o principal grupo da oposição no Egipto, Mohammad Mehdi Akef, apelou hoje a Bento XVI para se desculpar, considerando que as suas reflexões sobre o Islão equivaliam a deitar "achas para a fogueira".
Também a comissão nacional para as minorias na Índia criticou as declarações de Bento XVI sobre o Islão, classificando-as como um apelo às "cruzadas da Idade Média".
Vaticano defende-se
Perante as críticas de dirigentes muçulmanos, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou quinta-feira que Bento XVI rejeita as motivações religiosas da violência, respeita o Islão e procura o diálogo com as outras religiões e culturas.
"Devido às reacções de dirigentes muçulmanos sobre alguns parágrafos do discurso do Papa na Universidade de Ratisbona é oportuno salientar que, como se depreende de uma leitura cuidadosa do texto, o Pontífice rejeita de maneira clara e radical as motivações religiosas da violência", afirmou Lombardi.
O porta-voz acrescentou que "não era" intenção do Papa realizar um "estudo profundo" sobre a jihad e sobre o pensamento muçulmano a esse respeito "e muito menos ofender a sensibilidade dos crentes".
Com Lusa
enviada por Adri
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|
 |